A espiritualidade missionária

7 de setembro de 2010

Neste primeiro dia de trabalhos Pe. Sérgio Bradanini, missionário do PIME, apresentou os “Elementos Bíblicos da Espiritualidade Missionária”. A missão tem uma direção: de dentro para fora, isto é, a Missão é “ad omnes gentes”. Para isto, dissertou Pe. Sérgio que é fundamental ter presente o modelo da relação de Jesus para com os seus discípulos, que envolve a totalidade da vida, feita nas relações humanas.

É uma espiritualidade que exige a concentração de todas as forças com Deus que “tudo canta e explode de alegria” (Salmo 65). Esta experiência espiritual realiza-se na comunidade onde a pessoa deve estar inserida e envolvida numa longa caminhada que se traduz no engajamento crescente com Jesus e o Seu Reino.

A espiritualidade missionária cresce na relação do Mestre com o Discípulo, não fundamentada nos ensinamentos, mas na experiência do relacionamento humano, contínuo e crescente que geram a fraternidade, a vida comunitária num “sentar-se comum à mesa do Reino”. Eis o compromisso da missão: viver deste espírito, relatar a experiência da fraternidade, abastecida pela palavra de Deus a fim de alcançar até as extremidades da terra, um mundo sem fronteiras. Reformular nossa missão, dilatar a experiência da fraternidade, derrubando barreiras onde houver.

Em segundo lugar, os Profetas atuam quando a experiência espiritual se torna vazia, eles levantam a voz para manter viva a chama da fraternidade e da justiça. Manter viva “a consciência critica, pois nunca morreram velhos, mas de morte violenta. Pela palavra vivem e pela palavra morrem” – afirmou Pe. Sérgio.

O terceiro aspecto foi uma olhada sobre os livros da Sabedoria, de Jó e do Cântico dos Cânticos, na qual a Bíblia não é patrimônio de Israel, mas da humanidade. JESUS, na centralidade da espiritualidade missionária, é a Luz que se abre ao futuro. Faz o anúncio da chegada do Reino de Deus. Esta é a Boa Notícia. Convida à “Conversão” mudando de visão e de mentalidade. Faz o chamado e escolhe os seus discípulos, para conviver com ele; pra serem enviados a pregar, comer o pão juntos; deu-lhes autoridade para expulsar os demônios, contra o mal. Onde se constitui uma comunidade que vive a fraternidade, o mal não tem vez. Enviou-os em Missão para cuidar dos doentes (Mc 10,8), ressuscitar os mortos, isto é, lá onde se constitui relações humanas fraternas, o mal não tem vez. Em fim, Jesus é homem de fé e de oração e mostra que a missão se realiza no “hoje”, pois sua vida doada a todos a partir dos mais necessitados para forma a fraternidade.

Para finalizar Pe. Sérgio nos apresentou o apóstolo Paulo que vive segundo o espírito de Jesus Cristo. Ele tem consciência de ser colaborador de Deus e não para dividir. Tem em sua mente o mundo dos gentios e carrega a consciência clara de sua pequenez: “Quando sou fraco é que sou forte!”. Para isto trabalhava com suas mãos, tecedor de tendas, depois anuncia. João, o Evangelista, destacou sua missão muito polêmica contra o ambiente judaico, anunciando que Jesus salva. Mostra o divino no humano. É o verbo que salva na fragilidade. Ele se fez gente como nós, menos no pecado, para que nós nos tornemos mais divinos.


A efusão do Espírito Santo

31 de agosto de 2010

Por sua Páscoa, Jesus Cristo redimiu todo o gênero humano. Por Ele, todos os homens têm acesso à salvação. É fundamental, porém, que todos e cada homem – já salvos – assumam, explícita e pessoalmente, essa salvação. O mistério da salvação oferecido gratuitamente por Deusprecisa ser aceito livremente por cada um de nós, como opção pessoal, em uma atitude de obediência de fé. “ Para que se preste essa fé, exigem-se gravação prévia e adjuvante de Deus e os auxílios internos do Espírito Santo, que move o coração e converte-o a Deus, abre os olhos da mente e dá ‘a todos suavidade no consentir e crer na verdade’. A fim de tornar sempre mais profunda a compreensão da Revelação, o mesmo Espírito Santo aperfeiçoa continuamente a fé por meio de Seus dons” (Constituição Dogmática Dei Verbum, n. 5).

Ou seja, não se avança na percepção progressiva do mistério da salvação realizada por Jesus Cristo sem se deixar habitar em plenitude pelo Espírito Santo, sem experimentar continuamente de sua efusão admiravelmente manifestada, derramada, dada e comunicada em Pentecostes (cf. Catec; n. 731),mas prometida para estar conosco eternamente. “Tendo entrado uma vez por todas no santuário do céu, Jesus Cristo intercede sem cessar por nós como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo.” (Catec., n. 667).

O Espírito não cessa, pois, de levar continuamente as pessoas à experiência do Cristo vivo e ressuscitado, por meio de sua efusão. Crentes, descrentes, batizados só de nome, praticantes, santos e pecadores, são visitados por essa graça pascal (v. Catec., n.731), e dão um salto qualitativo na fé, que vai de um não conhecimento, de um conhecimento insuficiente, de um conhecimento estribado na cultura e na razão, apenas, a um conhecimento experiencial, que aguça a fé e sacia a sede e que envolve todo nosso ser e proporciona a todos uma progressiva tomada de consciência a respeito do real significado dos sacramentos da iniciação cristã, do que significa ser cristão, ser salvo, ser Igreja… E não precisamos ficar esperando que, aleatoriamente, uma hora aconteça conosco. Ou, se já aconteceu, achar que foi o suficiente. Jesus nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo, como vimos. Quem tiver sede, vá a Ele e beba (Jo 7, 37-39), mais e mais. Se o nosso pecado, se a nossa tibieza, se a nossa pequena fé nos esmorecem, enchamo-nos do Espírito (cf. Ef 5, 12)! Agora isso é possível. É possível oferecermos ao Espírito mais e mais espaço em nossa vida para que Ele a replene com sua plenitude. Ele, que já está em nós, pode manifestar-se, aqui e agora, segundo a Sua vontade e nossa abertura à Sua ação…

E até quando vamos ter necessidade da Efusão do Espírito? Até atingirmos a santidade!!! Isso mesmo, pois, “… se o batismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus mediante a inserção em Cristo e a habitação de seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial. Perguntar a um catecúmeno: ‘Queres receber o Batismo?’ significa ao mesmo tempo pedir-lhe: ‘Queres fazer-te santo?’ (Novo Millennio Ineunte, 31). Em março de 2002, falando aos membros de uma delegação da “Renovação no Espírito Santo”, na Itália, o papa João Paulo II afirmou: “A Igreja e o mundo têm necessidade de santos, e nós somos tanto mais santos quanto mais deixamos que o Espírito Santo nos configure com Cristo.” Eis o segredo da experiência regeneradora da ‘efusão do Espírito’, experiência típica que caracteriza o caminho de crescimento proposto pelos membros dos vossos Grupos e das vossas Comunidades” (L’Osservatore Romano, 30/03/2002).E mais recentemente – 23 de maio de 2004 -, aos convidar os Movimentos Apostólicos a participar da Vigília de Pentecostes, dava o motivo de seu convite: “…para invocar sobre nós e sobre toda a Igreja uma abundante efusão dos sons do Espírito Santo”…

Que tal manifestarmos a Deus, hoje – quem sabe pela primeira vez, ou, talvez, uma vez mais – a nossa sede e a nossa vontade de receber mais e mais da efusão do Espírito? Associemo-nos a Maria – “aquela que, embora já tendo experimentado a plenitude do Espírito na encarnação do Verbo (gratia plena), obedeceu à instrução do Filho e também colocou-se à espera do cumprimento da promessa do dom do Espírito”. “E todos ficaram cheios do Espírito…” (cf. At 2,4). Peçamos, com João Paulo II, a intercessão dela: “ Ó Virgem Santíssima, mãe de Cristo e da Igreja [...] Tu que estivestes no Cenáculo com os apóstolos em oração, à espera da vinda do Espírito de Pentecostes, invoca a Sua renovada efusão sobre todos os fiéis leigos, homens e mulheres, para que correspondam plenamente à sua vocação e missão, como ramos da ‘verdadeira videira’, chamados a dar ‘muitos frutos’ para a vida do mundo” (Christifideles Laici, n. 64).

BESERRA DOS REIS, Reinaldo. Celebrando Pentecostes: fundamentação e novena. Editora RCC BRASIL. Porto Alegre-RS) Para adquirir este livro clique aqui.


A Revelação de Deus

10 de agosto de 2010

“Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho único para que todo o que nele crer não pereça,mas tenha a vida eterna”. (Jo 3,16).

Nosso desejo mais profundo é encontrar o sentido da vida e ser felizes.Não apenas por um momento,mas sempre e plenamente.Desejamos a realização total de nós mesmos,nas pequenas e nas grandes coisas.Nosso coração é feito para a beleza e a felicidade,para amar e ser amado,para buscar a verdade e fazer o bem.Somos movidos pelo desejo e pelo anseio de realização na grande aventura da vida,na construção do nosso futuro,por meio de encontros e da amizade.

Ao mesmo tempo somos limitados.Nossa experiência de vida inclui erros,injustiças e várias formas de sofrimento.Contudo,o desejo do coração é o de infinito.Este sonho,descrito por grandes santos,místicos e artistas,corresponde ao nosso anseio por Deus:“Fizeste-nos para ti,Senhor,e o nosso coração está inquieto até que repouse em ti”,rezou Santo Agostinho (Confissões 1,1).

Este desejo de encontrar Deus e de busca do infinito manifesta-se,ao longo da história,de várias formas,particularmente por meio das diferentes religiões.Na verdade,são muitos caminhos para entrar em comunhão com o Mistério do Amor.Na sua busca,o homem e a mulher se deparam com o desconhecido,percebem sua limitação e o grande desafio de descobrir o rosto de Deus em sua transcendência e no rosto dos irmãos e irmãs,particularmente,dos pobres e dos sofredores (cf.Mt 25,35-36).

Texto extraído do Livro Sou Católico Vivo minha fé da CNBB

Quando estamos falando da revelvação de Deus para todos nós,vivemos uma experiência formal na nossa vida cristã.A partir daí,nós vivemos contemplando as graças de Deus sobre todo o momento de fé na nossa vida cristã,sendo assim,Deus tem revelado para nós os seus ensinamentos de vivermos na obediência da tua lei.“Nesse dia é revelada plenamente a Santíssima Trindade.A partir desse dia,o Reino anunciado por Cristo está aberto aos que crêem nele;na humildade da carne e na fé,eles participam já da comunhão da Santíssima Trindade.Por sua vinda-e ela não cessa-,o Espírito Santo faz o mundo entrar nos “últimos tempos”,o tempo da Igreja,o Reino já recebido em herança,mas ainda não consumado”.(CIC 732).

Temos que compreender que,toda a nossa vida,sendo revelada na Santíssima Trindade,proporciona a todos nós a vinda de Jesus,sobre todos nós,Jesus Ele que é Pai,Filho e Espírito Santo,por isso temos o mandato fiel de Jesus para “ir fazer discípulos todas as nações e batizá-las em Nome do Pai do Filho e do Espírito Santo”.(cf.Mt 28,19-20).

Afinal,temos que dar toda a nossa vida,entregando toda a nossa fé unida as pessoas que querem trazer paz para toda a humanidade.Portanto,”buscai o amor e aspirai aos dons do Espírito,principalmente à profecia”.(cf.1Cor 14,1).

Encerro essa reflexão,pedindo a todos que creiam na força da fé,creiam para que a Revelação de Deus seja de fato,um milagre para o nosso coração.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Deus abençõe a todos!!

Joseph Charles-Fraternidade Pequena Via,Campos,RJ


O Leigo e a evangelização

3 de agosto de 2010

Por Dom Raymundo Damasceno

No Brasil, já se tornou tradição na Igreja dedicar o mês de agosto ao tema vocacional e a última semana é reservada à reflexão sobre a vocação do leigo cristão e a sua missão. Em virtude do batismo que você recebeu, você participa da tríplice missão de Jesus Cristo: sacerdotal, profética, real. Você exerce o seu sacerdócio batismal ao fazer de sua vida em união com Cristo, um culto, um sacrifício espiritual agradável a Deus, oferecendo-lhe seus trabalhos, atividades, dores e alegrias cotidianas.

É uma maneira de prolongar a entrega de sua vida a Deus Pai em união com Cristo, feita na Celebração da Eucaristia, conforme as palavras de Santo Adalberto Hurtado, sacerdote jesuíta chileno: “minha vida é uma missa prolongada.”
A sua missão profética você a exerce quando colabora no anúncio da Palavra de Deus aos outros, seja ensinando, seja testemunhando esta palavra com sua vida. Finalmente, você realiza a missão real, quando você, com humildade e amor, coloca sua vida e seus dons recebidos de Deus a serviço do seu irmão, a serviço do bem comum.

O leigo cristão tem dupla cidadania: é cidadão da Igreja e do mundo. Como cidadão do mundo, seu campo específico de missão é o mundo, onde vive e atua. É o espaço da família, do trabalho, da economia, da política, da educação, da comunicação, da ecologia, etc, para transformar todas essas realidades temporais segundo o projeto de Deus.
O cristão, como cidadão da Igreja, tem direito a todos os meios de salvação, que Cristo deixou à Igreja, e também um compromisso com ela que exige dele colocar seus talentos, parte de seu tempo, inclusive, parte de seus recursos econômicos a serviço da missão evangelizadora.

Muitas vezes você não pode participar de algum trabalho pastoral na diocese ou na paróquia, mas pode colaborar contribuindo com a Igreja na realização de sua missão e aquele que sustenta a ação evangelizadora da Igreja participa dos méritos do trabalho evangelizador.


Surdos, cultura, sociedade e educação, que rumo tomar?

20 de julho de 2010

Surdos, cultura, sociedade e educação, que rumo tomar?

A expressão inclusão tão explicitada na sociedade hodierna e para um grupo de pessoas parece ser propriedade exclusiva da educação, é algo tão antigo quanto a civilização, pois somos seres que necessitamos do outro para nos relacionarmos e este desejo tem seu advento com o inicio com a vida.

O ser humano sempre está em busca de algo para dar sentido a sua existência, quer seja no âmbito que nos leve em direção ao sagrado, quer seja em direções que conduza-nos ao lúdico. As descobertas que fazemos nos possibilita criar e recriar dentro da sociedade, ao passo que construímos cultura, cultura esta que nos aponta o dessemelhante, o diferente, mas que vale a pena adentrar esse processo que chamamos inclusão, pois temos possibilidades criar e re-criar espaços que promovam o diálogo e ajude-nos no processo perceptivo, uma vez que o diferente pode contribuir na construção de uma sociedade melhor.Nossos tempos são de muitas mudanças nos costumes, no modo de pensar, no modo de ver o mundo e viver nele, na maneira de falar, de se vestir, de se alimentar, de se relacionar com os outros, etc. A esses comportamentos a gente chama de cultura. Pois bem, o modo de se definir e compreender a cultura, ou seja, a nossa cultura inclusiva, também mudou, e mudou muito nos últimos anos. Nos dias de hoje quando se fala em inclusão, se está falando de muitas maneiras de se entender quem é outro, ou melhor, quem é o diferente de nós, pois nossa cultura passa pelo crivo da fala e a dos deficientes auditivos “surdos” vem composta por sinais e símbolos que dá sentido a compreensão e as diferentes realidades do mundo. Posto ser um processo que requer cuidado e atenção, o mesmo deve buscar dialogar e compartilhar com os diversos seguimentos da sociedade inúmeros serviços tais como saúde, educação, trabalho e o bem comum como o acesso aos benefícios sociais e culturais.O termo deficiente auditivo é tão antigo quanto o homem e que no decorrer dos séculos o que variou foi a forma como cada civilização se comportou diante do ser diferente. A implicação parece-nos que não está simplesmente no termo deficiente auditivo ou na presença da pessoa surda na sociedade, mas na maneira em que se passa a observar que o mesmo não precisa ser incluído, ele está incluído apesar de toda discriminação do qual sempre foi vítima. É perceptível as diferenças que existem na sociedade, como a os sinais, a fala, enfim…, os diferentes tipos de linguagens que utilizamos para nos comunicar. Entende-se como integração, a possibilidade de que as pessoas com necessidades especiais devido a deficiência ou problemas em seu desenvolvimento viva e conviva com as demais pessoas de sua comunidade. Quando a causa é a surdez, a comunicação fica prejudicada, já que a audição e a fala são os canais por onde a sociedade passa as suas informações. E, a realidade mostra que a diferença causada pela surdez acaba levando a marginalização social.Numa sociedade onde as preocupações giram em torno do ter, do poder, do lucro, nem sempre o ser humano é valorizado como deveria, pois incluir o diferente em uma sociedade discriminadora e preconceituosa é um grande desafio, pois o deficiente auditivo assim rotulado passa a necessitar de auxílio dos membros desta sociedade que o rejeita para sua sobrevivência e desenvolvimento. Ou seja, passa a requerer de seus familiares, seus professores, seus amigos, alguém que os oriente como lidar com um ser tão excludente. A Igreja e a sociedade precisam comprometer-se com a proposta da inclusão, deve acreditar no potencial dessas pessoas, no seu desempenho para que os mesmos sintam-se protagonistas na construção de nossa sociedade.


Acenda Uma Luz- Os Anjos do Fogo

6 de julho de 2010

Acenda Uma Luz- Os Anjos do Fogo

OS ANJOS DO FOGO
Eles são chamados de Anjos do Fogo, Salvadores de Vidas, especialistas em incêndio e tantos outros nomes e títulos respeitosos. Mas é o nome Bombeiro que os identifica como profissionais dos incêndios e de outros tipos de acidentes.

A PROFISSÃO de bombeiro iniciou, oficialmente, no Brasil, em 2 de julho de 1856, quando o Imperador Dom Pedro II, assinou o Decreto Imperial número 1.775, que regulamentava o serviço de extinção do fogo. Até então, quando acontecia um incêndio, tocavam os sinos na igreja mais perto. Imediatamente, homens, mulheres e crianças formavam filas junto ao poço mais próximo para tirar a água e, de mão em mão, os baldes iam passando até chegar ao local do incêndio.

A PREOCUPAÇÃO dos povos para com os riscos dos incêndios é muito antiga. O Código de Hamurabi, criado no século 17 antes de Cristo, no Império Babilônico, continha uma série de normas a respeito de incêndios. Mas a organização de um grupo especializado em combater incêndios só veio a existir no ano de 564 antes de Cristo, na China. Em Roma, a primeira brigada de incêndio foi oficializada no ano 24 antes de Cristo. O primeiro Corpo de Bombeiros militar surgiu 30 anos depois, em Roma.

ALÉM de atenderem os incêndios, os bombeiros atuam no resgate de pessoas em acidentes, colisões de veículos, casos clínicos urgentes e em todas as circunstancias em que há riscos de vida. Hoje os bombeiros também coordenam cursos de treinamentos, promovem palestras sobre segurança, vistoriam prédios e instalações e ainda realizam buscas e salvamento de pessoas em florestas, rios, açudes e em outros casos em que é necessário agir com treinamento especial.

A PROFISSÃO de bombeiro é uma profissão de risco, embora sejam raros os casos de morte porque eles são treinados para agir em situações difíceis. É sem dúvida, uma das profissões que têm mais respeito e maior credibilidade de parte das populações. Por isso mesmo são chamados de “Anjos do Fogo” e Salvadores de Vidas.

HOJE, em algumas cidades, além do Corpo de Bombeiros oficial, há também bombeiros voluntários que se dispõem a treinar adolescentes e jovens com vistas a construir uma cultura preventiva e abrir oportunidades para futuros profissionais.

PEDIMOS a Santa Bárbara, padroeira dos bombeiros, que abençoe e proteja esses dedicados profissionais a serviço da vida! Parabéns a vocês, Anjos do Fogo! Obrigado a vocês Salvadores de Vidas!
+ Itamar Vian
Arcebispo Metropolitano
di.vianfs@ig.com.br

Dom Itamar Vian
Colunista

29 de Junho-Dia do Papa

29 de junho de 2010

Bento XVI é Papa desde o dia 19 de Abril de 2005. Foi eleito como o 266º Papa com a idade de 78 anos e três dias, sendo o atual Sumo Pontífice da Igreja Católica. Foi eleito para suceder o Papa João Paulo II no conclave de 2005 que terminou no dia 19 de Abril.

Biografia

Cardeal Ratzinger
Nascido em 16 de abril de 1927, Joseph Ratzinger é natural de Marktl am Inn, uma pequena vila na Baviera, às margens do rio Inn, na Alemanha, filho de Joseph, um comissário de polícia do Reich, oficial da polícia rural oriundo da Baixa Baviera e adepto de uma corrente bávaro-austríaca de orientação católica. Seu pai, era de religiosidade profunda e um decidido adversário do regime nacional-socialista. Suas ideias políticas firmes chegaram a trazer sérios perigos para a própria família. Em 1941, um dos primos de Ratzinger, um menino de catorze anos de idade com Síndrome de Down, foi morto pelo regime Nazista em sua campanha eugênica.A senhora Ratzinger, Maria, falecida em 1963, era de procedência tiroleza, do sul da Alemanha. Maria Ratzinger era tida por boa cozinheira e havia trabalhado em pequenos hotéis. O casamento ocorreu em 1920, os filhos Maria e Georg nasceram em 1921 e 1924, Joseph nasceu num Sábado Santo e foi batizado no dia seguinte, domingo da Páscoa. A família não era pobre no sentido literal do termo, mas os pais tiveram de fazer muitas renúncias para que os filhos pudessem estudar. Em 1928, a família mudou-se para Tittmoning, na época um lugarejo de cinco mil habitantes, às margens do rio Salzach na fronteira austríaca. Em 1932, a família mudou-se novamente, agora para Aschau, de novo às margens do Inn, um povoado próspero, já que em Tittmoning, Ratzinger-pai havia se mostrado demasiado contrário aos nazistas.

Aqueles assumiram o poder em 30 de janeiro de 1933, quando Hindenburg nomeou Hitler chanceler. Nos quatro anos em que a família Ratzinger passou em Aschau, o novo regime limitou-se a espionar e a ter sob controle os sacerdotes que se lhe mostravam hostis. Ratzinger-pai não só não colaborou com o regime como ajudou e protegeu os sacerdotes que sabia estarem em perigo. Já em 1931, os bispos da Baviera haviam publicado uma instrução dirigida ao clero em que manifestavam a sua oposição às ideias nazistas. A oposição entre a Igreja e o Reich estendia-se ao âmbito escolar: os bispos empreenderam uma dura luta em defesa da escola confessional católica e pela observância da Concordata.Nos anos de ginásio em Traunstein, Joseph Ratzinger aprendeu o latim que ainda era ensinado com rigor, o que muito lhe valeu como teólogo, pode ler as fontes em latim e grego e, em Roma, durante o Concílio, comenta, foi-lhe possível adaptar-se com rapidez ao latim dos teólogos que lá se falava, embora nunca tivesse ouvido palestras nessa língua. A formação cultural com base na antiguidade greco-latina propiciada naquele ambiente “criava uma atitude espiritual que se opunha às seduções da ideologia totalitária”. Pela Páscoa de 1939, ingressa no seminário-menor em Traunstein, por indicação do pároco, para que pudesse iniciar de forma sistemática na vida eclesiástica.Em Aschau começam os primeiros vislumbres da vocação sacerdotal, o jovem Ratzinger se deixa tocar pelos atos litúgicos do povado, os quais frequenta com piedade, entrementes o avanço do novo sistema político e, com ele, a oposição da Igreja. Em fevereiro de 1937 tem lugar a Kristallnacht, em que a juventude hitlerista apredeja as vitrines das lojas dos judeus. Pouco tempo depois, Pio XI promulga a Encíclica Mit brennender Sorge, em que condena as teorias nacional-socialistas. Neste ano, seu pai, então sexagenário, aposentou-se e a família mudou-se para Traunstein.

Com o irmão, Georg Ratzinger, Joseph entrou num seminário católico. Em 29 de Junho de 1951, foram ambos ordenados sacerdotes pelo Cardeal Faulhaber, arcebispo de Munique.

A partir de 1952 iniciou a sua atividade de professor na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, lecionando teologia dogmática e fundamental. Em 1953, obteve o doutoramento em teologia com a tese “Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho”. Sob a orientação do professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, obteve a habilitação para a docência, apresentando para isto dissertação com título de “A teologia da história em São Boaventura”. Lecionou ainda em Bonn (1959 – 1963); em Münster (1963 – 1966) e em Tubinga (1966 – 1969) onde foi colega de Hans Küng e confirmou uma certa visão tradicionalista como oposição às tendências marxistas dos movimentos estudantis dos anos 60. A partir de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde chegou a ser Vice-Reitor.

No Segundo Concílio do Vaticano (1962 – 1965), Ratzinger assistiu como peritus (especialista em teologia) do Cardeal Joseph Frings de Colônia. Foi também quem apresentou a proposta da realização da Missa em língua local em vez do latim.Fundou em 1972, junto com os teólogos Hans Urs von Balthasar (1905-1988) e Henri De Lubac (1896-1992), a revista Communio, para dar uma resposta positiva à crise teológica e cultural que despontou após o Segundo Concílio do Vaticano.Recebeu o título de doutor honoris causa das seguintes instituições: College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; Universidade Católica de Lima, em 1986; Universidade Católica de Lublin, em 1988; Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999 e da Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polônia) no ano 2000 e era ainda Membro honorário da Pontifícia Academia das Ciências.

Ascensão a bispo e cardeal

Ratzinger foi nomeado arcebispo de Munique e Freising, em 25 de março de 1977, pelo Papa Paulo VI e elevado a Cardeal no consistório de 27 de junho de 1977 com o título presbiteral de “Santa Maria da Consolação no Tiburtino”.

Em 1981, foi apontado como prefeito da Congregação para a Doutrina da  pelo Papa João Paulo II, cargo que manteve até ao falecimento do seu antecessor. Foi designado cardeal-bispo da Sé Episcopal de Velletri-Segni em 1993, e tornou-se Decano do Colégio Cardinalício em 2002, tornando-se o bispo titular de Ostia. Participou do Conclave de agosto de 1978 que elegeu o Papa João Paulo I e do Conclave de outubro deste mesmo ano que resultou na eleição de João Paulo II.

Eleição

Aos 78 anos, o Cardeal Joseph Ratzinger é eleito papa pelo colégio de cardeais. O conclave findo em 19 de abril de 2005 foi um dos mais rápidos da história, tendo apenas quatro votações e duração de apenas 22 horas. No dia 24 de abril do mesmo ano tomou posse em cerimônia na Basílica de São Pedro em Roma.[20] A fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina às 17h50 daquele 19 de Abril (hora do Vaticano). O nome do cardeal alemão foi anunciado cerca das 18h40 locais, da varanda da Basílica de São Pedro, onde o novo Papa surgiu minutos depois usando o solidéu branco, aclamado por milhares de pessoas que preenchiam a Praça de São Pedro, o coração do Vaticano

Era um velho amigo de João Paulo II, compartilhava das posições ortodoxas do Papa e foi um dos mais influentes integrantes da Cúria Romana. A sua posição como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cargo que exerceu durante vinte e três anos, o colocava como um dos mais importantes defensores da ortodoxia católica.

Primeira declaração

Em resposta a esse anúncio, sua primeira declaração ao público, depois de eleito Papa, foi:

“Queridos irmãos e irmãs: Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, um simples humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o fato de que o Senhor sabe trabalhar e atuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio nas vossas orações. Na alegria do Senhor ressuscitado, confiados em sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará. Maria, sua santíssima Mãe, está do nosso lado. Obrigado.”

Pensamento teológico

Considerando toda a sua obra literária, as suas atitudes como sacerdote e bispo ao longo da sua vida religiosa, e ainda do que se verifica dos anos passados à frente da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Ratzinger possui um pensamento católico ortodoxo que, para muitos de seus críticos, é tido como sendo conservador. Bento XVI tem adotado, no seu Pontificado, propostas semelhantes às do seu antecessor relativos à moral e ao dogma católico.

Na década de 1990 o Cardeal Ratzinger participou da elaboração de documento sobre a concepção humana como sendo o momento da animação. A partir da união do óvulo com o espermatozóide temos uma vida humana perante Deus. Assim, é impossível que a Santa Sé mude sua posição diante das pesquisas com células estaminais (células tronco) embrionárias ou diante do aborto. Na verdade esperava-se que o Papa reafirmasse o Magistério constante da Igreja sobre estes e outros temas da atualidade relacionados com a Moral, a Ética e a Doutrina Social da Igreja, o que de fato ocorreu.


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