29 de Junho-Dia do Papa

29 de junho de 2010

Bento XVI é Papa desde o dia 19 de Abril de 2005. Foi eleito como o 266º Papa com a idade de 78 anos e três dias, sendo o atual Sumo Pontífice da Igreja Católica. Foi eleito para suceder o Papa João Paulo II no conclave de 2005 que terminou no dia 19 de Abril.

Biografia

Cardeal Ratzinger
Nascido em 16 de abril de 1927, Joseph Ratzinger é natural de Marktl am Inn, uma pequena vila na Baviera, às margens do rio Inn, na Alemanha, filho de Joseph, um comissário de polícia do Reich, oficial da polícia rural oriundo da Baixa Baviera e adepto de uma corrente bávaro-austríaca de orientação católica. Seu pai, era de religiosidade profunda e um decidido adversário do regime nacional-socialista. Suas ideias políticas firmes chegaram a trazer sérios perigos para a própria família. Em 1941, um dos primos de Ratzinger, um menino de catorze anos de idade com Síndrome de Down, foi morto pelo regime Nazista em sua campanha eugênica.A senhora Ratzinger, Maria, falecida em 1963, era de procedência tiroleza, do sul da Alemanha. Maria Ratzinger era tida por boa cozinheira e havia trabalhado em pequenos hotéis. O casamento ocorreu em 1920, os filhos Maria e Georg nasceram em 1921 e 1924, Joseph nasceu num Sábado Santo e foi batizado no dia seguinte, domingo da Páscoa. A família não era pobre no sentido literal do termo, mas os pais tiveram de fazer muitas renúncias para que os filhos pudessem estudar. Em 1928, a família mudou-se para Tittmoning, na época um lugarejo de cinco mil habitantes, às margens do rio Salzach na fronteira austríaca. Em 1932, a família mudou-se novamente, agora para Aschau, de novo às margens do Inn, um povoado próspero, já que em Tittmoning, Ratzinger-pai havia se mostrado demasiado contrário aos nazistas.

Aqueles assumiram o poder em 30 de janeiro de 1933, quando Hindenburg nomeou Hitler chanceler. Nos quatro anos em que a família Ratzinger passou em Aschau, o novo regime limitou-se a espionar e a ter sob controle os sacerdotes que se lhe mostravam hostis. Ratzinger-pai não só não colaborou com o regime como ajudou e protegeu os sacerdotes que sabia estarem em perigo. Já em 1931, os bispos da Baviera haviam publicado uma instrução dirigida ao clero em que manifestavam a sua oposição às ideias nazistas. A oposição entre a Igreja e o Reich estendia-se ao âmbito escolar: os bispos empreenderam uma dura luta em defesa da escola confessional católica e pela observância da Concordata.Nos anos de ginásio em Traunstein, Joseph Ratzinger aprendeu o latim que ainda era ensinado com rigor, o que muito lhe valeu como teólogo, pode ler as fontes em latim e grego e, em Roma, durante o Concílio, comenta, foi-lhe possível adaptar-se com rapidez ao latim dos teólogos que lá se falava, embora nunca tivesse ouvido palestras nessa língua. A formação cultural com base na antiguidade greco-latina propiciada naquele ambiente “criava uma atitude espiritual que se opunha às seduções da ideologia totalitária”. Pela Páscoa de 1939, ingressa no seminário-menor em Traunstein, por indicação do pároco, para que pudesse iniciar de forma sistemática na vida eclesiástica.Em Aschau começam os primeiros vislumbres da vocação sacerdotal, o jovem Ratzinger se deixa tocar pelos atos litúgicos do povado, os quais frequenta com piedade, entrementes o avanço do novo sistema político e, com ele, a oposição da Igreja. Em fevereiro de 1937 tem lugar a Kristallnacht, em que a juventude hitlerista apredeja as vitrines das lojas dos judeus. Pouco tempo depois, Pio XI promulga a Encíclica Mit brennender Sorge, em que condena as teorias nacional-socialistas. Neste ano, seu pai, então sexagenário, aposentou-se e a família mudou-se para Traunstein.

Com o irmão, Georg Ratzinger, Joseph entrou num seminário católico. Em 29 de Junho de 1951, foram ambos ordenados sacerdotes pelo Cardeal Faulhaber, arcebispo de Munique.

A partir de 1952 iniciou a sua atividade de professor na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, lecionando teologia dogmática e fundamental. Em 1953, obteve o doutoramento em teologia com a tese “Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho”. Sob a orientação do professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, obteve a habilitação para a docência, apresentando para isto dissertação com título de “A teologia da história em São Boaventura”. Lecionou ainda em Bonn (1959 – 1963); em Münster (1963 – 1966) e em Tubinga (1966 – 1969) onde foi colega de Hans Küng e confirmou uma certa visão tradicionalista como oposição às tendências marxistas dos movimentos estudantis dos anos 60. A partir de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde chegou a ser Vice-Reitor.

No Segundo Concílio do Vaticano (1962 – 1965), Ratzinger assistiu como peritus (especialista em teologia) do Cardeal Joseph Frings de Colônia. Foi também quem apresentou a proposta da realização da Missa em língua local em vez do latim.Fundou em 1972, junto com os teólogos Hans Urs von Balthasar (1905-1988) e Henri De Lubac (1896-1992), a revista Communio, para dar uma resposta positiva à crise teológica e cultural que despontou após o Segundo Concílio do Vaticano.Recebeu o título de doutor honoris causa das seguintes instituições: College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; Universidade Católica de Lima, em 1986; Universidade Católica de Lublin, em 1988; Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999 e da Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polônia) no ano 2000 e era ainda Membro honorário da Pontifícia Academia das Ciências.

Ascensão a bispo e cardeal

Ratzinger foi nomeado arcebispo de Munique e Freising, em 25 de março de 1977, pelo Papa Paulo VI e elevado a Cardeal no consistório de 27 de junho de 1977 com o título presbiteral de “Santa Maria da Consolação no Tiburtino”.

Em 1981, foi apontado como prefeito da Congregação para a Doutrina da  pelo Papa João Paulo II, cargo que manteve até ao falecimento do seu antecessor. Foi designado cardeal-bispo da Sé Episcopal de Velletri-Segni em 1993, e tornou-se Decano do Colégio Cardinalício em 2002, tornando-se o bispo titular de Ostia. Participou do Conclave de agosto de 1978 que elegeu o Papa João Paulo I e do Conclave de outubro deste mesmo ano que resultou na eleição de João Paulo II.

Eleição

Aos 78 anos, o Cardeal Joseph Ratzinger é eleito papa pelo colégio de cardeais. O conclave findo em 19 de abril de 2005 foi um dos mais rápidos da história, tendo apenas quatro votações e duração de apenas 22 horas. No dia 24 de abril do mesmo ano tomou posse em cerimônia na Basílica de São Pedro em Roma.[20] A fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina às 17h50 daquele 19 de Abril (hora do Vaticano). O nome do cardeal alemão foi anunciado cerca das 18h40 locais, da varanda da Basílica de São Pedro, onde o novo Papa surgiu minutos depois usando o solidéu branco, aclamado por milhares de pessoas que preenchiam a Praça de São Pedro, o coração do Vaticano

Era um velho amigo de João Paulo II, compartilhava das posições ortodoxas do Papa e foi um dos mais influentes integrantes da Cúria Romana. A sua posição como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cargo que exerceu durante vinte e três anos, o colocava como um dos mais importantes defensores da ortodoxia católica.

Primeira declaração

Em resposta a esse anúncio, sua primeira declaração ao público, depois de eleito Papa, foi:

“Queridos irmãos e irmãs: Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, um simples humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o fato de que o Senhor sabe trabalhar e atuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio nas vossas orações. Na alegria do Senhor ressuscitado, confiados em sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará. Maria, sua santíssima Mãe, está do nosso lado. Obrigado.”

Pensamento teológico

Considerando toda a sua obra literária, as suas atitudes como sacerdote e bispo ao longo da sua vida religiosa, e ainda do que se verifica dos anos passados à frente da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Ratzinger possui um pensamento católico ortodoxo que, para muitos de seus críticos, é tido como sendo conservador. Bento XVI tem adotado, no seu Pontificado, propostas semelhantes às do seu antecessor relativos à moral e ao dogma católico.

Na década de 1990 o Cardeal Ratzinger participou da elaboração de documento sobre a concepção humana como sendo o momento da animação. A partir da união do óvulo com o espermatozóide temos uma vida humana perante Deus. Assim, é impossível que a Santa Sé mude sua posição diante das pesquisas com células estaminais (células tronco) embrionárias ou diante do aborto. Na verdade esperava-se que o Papa reafirmasse o Magistério constante da Igreja sobre estes e outros temas da atualidade relacionados com a Moral, a Ética e a Doutrina Social da Igreja, o que de fato ocorreu.

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A importância da família

22 de junho de 2010

O relato de São João sobre as Bodas de Caná (cap. 2,1-11) mostra claramente como Jesus valoriza a família. Foi o Seu primeiro milagre, abençoando com Sua presença os noivos, que pretendiam iniciar uma nova família. Ele quis iniciar o anúncio do Reino em um casamento, mostrando que a família é importante para Ele.

A família é a base, o esteio, o sustento de uma sociedade mais justa. Ao longo da história da humanidade, assistimos à destruição de nações grandiosas por causa da dissolução dos costumes, a qual foi motivada pela desvalorização da família.

No nosso mundo de hoje, depois que ficou liberado o divórcio indiscriminadamente, a família ficou ameaçada em sua estrutura e é por isso que vemos, através dos meios de comunicação e até na comunidade em que vivemos, cenas terríveis. Filhos drogados matam ou mandam matar os pais, pais matam filhos por motivos fúteis, mães se desfazem de seus bebês, quando não cometem o crime hediondo do aborto quando a criança não tem como se defender. Há problemas seriíssimos. Quando os pais se separam alguma coisa se parte no íntimo dos filhos. Eles não sabem se é melhor ficar com o pai ou com a mãe. No fundo, eles gostariam de ficar com os dois. Em paz e harmonia, é claro.

O amor está sendo retirado do coração dos homens e das mulheres. E, em consequência disso, a família está perdendo a sua unidade e a sua dignidade. Isso acarreta a dissolução dos costumes. A família decai e a sociedade decai. Precisamos compreender e nos lembrar sempre de que Deus nos deu uma família a fim de que, num âmbito menor, nós pudéssemos aprender a amar todos os nossos semelhantes.

O desenvolvimento tecnológico tem seus pontos benéficos. Facilitou a vida das pessoas. Mas facilitou de tal modo que a humanidade ficou mal-acostumada. Só quer o que é fácil. Não se interessa pelo que exige esforço, luta. No entanto, o que conquistamos com esforço tem um sabor muito melhor. Parece que nos esquecemos disso.

Na passagem das Bodas de Caná, Jesus transformou a água em vinho, em bom vinho. Ele poderia ter tirado o vinho do nada, mas Ele quis a participação humana. Por isso, mandou que enchessem as talhas de água. Hoje também o Senhor quer que nós enchamos a “talha de nossa vida”, a nossa existência, de “água” que Ele transformará no melhor “vinho”.Que é que isso quer dizer? Quer dizer que precisamos colocar amor em nossa vida, em nossa família, para que Ele transforme esse amor humano em amor divino, o mesmo amor que une as pessoas da Santíssima Trindade e que é tão grande e tão repleto de felicidade, que extravasa, explode e quer ser espalhado entre nós. E é por meio dele que encontraremos a plenitude da felicidade.

Não é fácil cultivar o amor às vezes, é até difícil. Mas o difícil, quando conquistado tem um valor inestimável. Temos prova disso. Em uma competição esportiva, por exemplo, o vencedor fica mais satisfeito quando enfrenta adversários mais difíceis.Viver em família, viver em união dentro da família não é fácil. Mas fácil não é sinônimo de bom. Talvez seja até o contrário.A família precisa de amor para ser bem estruturada. A sociedade precisa das famílias para realizar a justiça e a paz porque a sociedade é uma família amplificada.Falta o “vinho” para as nossas famílias. Esse “vinho” é o amor. É preciso que cada membro da família se esforce. Que os pais assumam verdadeiramente o seu papel. Apesar de ser bem árdua a tarefa dos genitores no mundo de hoje, não se pode desanimar. É necessária e urgente a ação paterna. O jovem é, por natureza, rebelde, quer ser independente. Desperta para o mundo e seus problemas e questiona tudo. Mas os pais precisam participar de sua vida, de uma maneira ou de outra, porque, mesmo errando algumas vezes, ainda assim, estes [os pais] têm capacidade de orientar e ajudar os filhos. Não podemos deixar tudo por conta dos companheiros, da escola, da sociedade ou de sua própria solidão.

Os pais devem fazer o acompanhamento dos filhos, procurar saber o que está acontecendo com eles, tentar ajudá-los de várias maneiras: com orientações, com atitudes exemplares, com o diálogo, com orações. Sempre. Tanto em casa, como na escola, na vida religiosa e social, nos namoros, entre outros.Muitas vezes, os pais se sentem impotentes. Muitas vezes, achamos que já fizemos tudo e que nada conseguimos. Entretanto, esforçando-nos ao máximo, dando o melhor de nós por uma família mais feliz, estaremos enchendo de “água” a nossa “talha”. E a Santíssima Virgem Maria já estará falando com o Filho: “Eles não têm vinho”. E Jesus virá nos transformar, transformar a nossa “água” em “bom vinho”, transformar a nossa dificuldade em vitória.

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG)


Papa explica qual é a missão dos Núncios e Delegados Apostólicos

15 de junho de 2010

O Papa recebeu alunos e membros da Pontifícia Academia Eclesiástica na tradicional audiência que concede todos os anos a esse organismo do Vaticano. O encontro aconteceu na Sala do Consistório, do Palácio Apostólico Vaticano, na manhã desta segunda-feira, 14.

Bento XVI centrou suas reflexões em torno do conceito de representação, explicando o papel dos Núncios, Delegados Apostólicos e Observadores Permanentes – funções diplomáticas exercidas pelos sacerdotes que são formados na Academia Eclesiástica.

Discurso de Bento XVI à Pontifícia Academia Eclesiástica

Venerados Irmãos no Episcopado,
Queridos Sacerdotes,

vos acolho sempre com alegria pelo nosso tradicional encontro, que me oferece a ocasião de saudar-vos e encorajar-vos e de propor-vos algumas reflexões sobre o sentido do trabalho nas Representações Pontifícias. Saúdo o presidente, Dom Beniamino Stella, que com dedicação e senso eclesial acompanha a vossa formação e o agradeço pelas palavras que me dirigiu em nome de todos vós. Um grato pensamento a seus Colaboradores e às Irmãs Franciscanas Missionárias do Menino Jesus.

Desejo deter-me brevemente sobre o conceito de representação. Não raramente esse é considerado de modo parcial na compreensão contemporânea: tende-se, de fato, a associá-lo a qualquer coisa meramente exterior, formal, pouco pessoal.

O serviço de representação ao qual vós vos estais preparando é, ao contrário, algo de muito mais profundo porque é participação na solicitude omnium ecclesiarum, que caracteriza o Ministério do Romano Pontífice. É, por isso, realidade eminentemente pessoal, destinada a incidir profundamente naquele que é chamado a desenvolver tal missão particular. Exatamente nessa perspectiva eclesial, o exercício da representação implica a exigência de acolher e alimentar, com especial atenção na própria vida sacerdotal, algumas dimensões, que desejo indicar, embora sumariamente, a fim de que sejam motivo de reflexão no vosso caminho formativo.

Antes de tudo, cultivar uma plena adesão interior à pessoa do Papa, ao seu Magistério e ao Ministério universal; adesão plena, isto é, a quem recebeu a missão de confirmar os irmãos na fé (cf. Lc 22, 32) e “é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade, seja dos Bispos, seja do conjunto dos fiéis” (Concílio Ecumênico Vaticano II,Constituição Lumen Gentium, 23). Em segundo lugar, assumir, como estilo de vida e como prioridade quotidiana, um atento cuidado – uma verdadeira “paixão” – pela comunhão eclesial. Ainda, representar o Romano Pontífice significa ter a capacidade de ser uma sólida “ponte”, um seguro canal de comunicação entre as Igrejas particulares e a Sé Apostólica: de um lado, colocando à disposição do Papa e de seus colaboradores uma visão objetiva, correta e aprofundada da realidade eclesial e social em que se vive; de outro, comprometendo-se a transmitir as normas, as indicações, as orientações que emanam da Santa Sé, não de maneira burocrática, mas com profundo amor à Igreja e com a ajuda da confiança pessoal pacientemente construída, respeitando e valorizando, ao mesmo tempo, os esforços dos Bispos e o caminho das Igrejas particulares para as quais foi enviado.

Como pode-se intuir, o serviço que vos preparais a desenvolver exige uma dedicação plena e uma disponibilidade generosa a sacrificar, se necessário, intuições pessoais, projetos particulares e outras possibilidades de exercício do ministério sacerdotal. A partir de uma ótica de fé e de resposta concreta ao chamado de Deus – a se nutrir sempre em um intenso relacionamento com o Senhor – isso não degrada a originalidade de cada um, mas, ao contrário, torna-se extremamente gratificante: o esforço de colocar-se em sintonia com a perspectiva universal e com o serviço à unidade da grei de Deus, peculiar do Ministério petrino, é, de fato, capaz de valorizar, de maneira singular, dons e talentos de cada um, segundo aquela lógica que São Paulo bem expressou aos cristãos de Corinto (cf. 1Cor 12, 1-31). Desse modo, o Representante Pontifício – em união aos que com ele colaboram – torna-se verdadeiramente sinal da presença e do amor do Papa. E se isso é um benefício para a vida de todas as Igrejas particulares, o é especialmente naquelas situações particularmente delicadas ou difíceis em que, por diversas razões, a comunidade cristã encontra-se a viver. Trata-se, a bem ver, de um autêntico serviço sacerdotal, caracterizado por uma analogia não remota com a representação de Cristo, típica do sacerdote que, como tal, tem uma intrínseca dimensão sacrifical.

Exatamente daqui deriva o estilo peculiar também do serviço de representação que sois chamados a exercitar diante das Autoridades estatais ou Organizações internacionais. Também nesses âmbitos, de fato, a figura e o modo de presença do Núncio, do Delegado Apostólico, do Observador Permanente, é determinada não somente pelo ambiente em que se trabalha, mas, primeiro e principalmente, por aquele a que se é chamado a representar. Isso coloca o Representante Pontifício em uma posição particular frente aos outros Embaixadores ou Enviados. Ele, de fato, será sempre profundamente identificado, em um sentido sobrenatural, com aquele que representa. O fazer-se porta-voz do Vigário de Cristo poderá ser desafiador, outras vezes extremamente exigente, mas nunca será humilhante ou impessoal.  Torna-se, pelo contrário, uma forma original de realizar a própria vocação sacerdotal.

Queridos Alunos, desejando-vos que a vossa Casa possa ser, como amava dizer o meu predecessor Paulo VI, uma “superior escola de caridade”, vos acompanhe a minha oração, enquanto vos confio à intercessão da Beata Virgem Maria, Mater Ecclesiae, e de Santo Antônio Abade, Patrono da Academia. A todos vós e aos vossos queridos, de bom grado concedo a minha Bênção.


Iniciação à Vida Cristã:Um processo catecumenal

8 de junho de 2010

“O ser humano vive à procura de respostas sobre a vida e,no fundo,sobre si mesmo.Pode até ser iludido por turbilhões que escondem essa busca,fugas que acabam levando a caminhos perigosos ou alienantes.Mas as perguntas continuam lá dentro de homens e mulheres que querem saber quem são,por que estão neste mundo que sentido têm as escolhas que a vida exige de nós”.(Estudo 97 da CNBB,n.5).

Caríssimos irmãos e irmãs,e internautas,antes de começar essa partilha do nosso blog,gostaria de agradecer a equipe do Blog  Católicos Blog que está divulgando o meu Blog Formação Católica,gostaria de partilhar com todos vocês o meu trabalho de evangelização pela internet.E hoje falaremos sobre a Iniciação da Vida Cristã,muitos de nós,sabemos que queremos conhecer o processo da Iniciação Cristã,é claro que é no sentido em relação a Catequese,temos alguns tipos de catequese que aprofundamos: A catequese para as crianças,catequese para adolescentes,catequese para os jovens e principalmente a catequese para Adultos.Muitas vezes queremos dar essa formação permanente da nossa comunidade pessoal,ou seja dentro da Igreja Doméstica.O Papa João Paulo II,na Exortação Apostólica Catechesi Tradendae,João Paulo II traz na sua exortação,que a catequese “é levar alguém,de certa maneira,a perscrutar este Mistério em todas as suas dimensões”.(Catechesi Tradendae,n.5).

O grande sentido que a catequese,transforma a vida do ser humano,um afeto mais profundo na formação permanente desse sentido de começar uma caminhada à vida cristã.O que mais nos chama a atenção é que quando todos nós vivemos essa vida queremos instituir de forma “esta doutrina não é um corpo de verdades,abstratas;ela é a comunicação do Mistério vivo de Deus”.(cf.Catechesi Tradendae,n.7),ou seja,é preciso que o ser humano se habite nesse caminho de início a vida cristã.Muitos de nós queremos transmitir essa grande certeza de que a catequese mostra o quanto que é fundamental a essa formação.O Documento de Aparecida,nos convida a refletir sobre esse sentido da Vida Cristã:

“A vida cristã só se aprofunda e se desenvolve na comunhão fraterna.Jesus nos diz:”Um é o seu Mestre,e todos vocês são irmãos”(Mt 23,8).Diante da despersonalização,Jesus ajuda a contruir identidades integradas”.(DA 110).

E ainda,nós temos essa experiência de poder tratar o argumento dessa fidelidade através desse processo catecumenal:

“À comunidade eclesial é responsável pela catequese e chamada a exercer sua função catequizadora.Para uma catequese metódica,a comunidade precisa de catequistas qualificados.A formação de bons catequistas é hoje das mais importantes e urgentes tarefas das Igrejas locais”.(Estudo 59 da CNBB,60).

O principal argumento é tratar com muita consciência,mesmo que nós queremos trazer essa experiência de uma catequese especializada,na formação de várias pessoas,exatamente nós podemos dizer que “aquele que lança o relâmpago e o faz brilhar,que o chama,e ele,bramindo,obedece”.(cf.Br 3,33).É nesse exato momento que nós que somos ensinados para sermos discípulos e missionários de Jesus Cristo,onde todos nós devemos anunciar o Evangelho a todo o ser humano,conforme nos ensina o Evangelista São Marcos:”Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda a criatura”.(Mc 16,15),pois assim caríssimos irmãos e irmãs,nós aprendemos muitas dinãmicas,onde nós queremos passar definitivamente o exemplo de vida para sermos discípulos de Jesus,e ele vai nos dizer ainda na sua mensagem:

“Já não vos chamo servos,porque o servo não sabe o que faz seu senhor.Mas chamei-vos amigos,pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai”.(Jo 15,15).

Portanto queridos irmãos e irmãs,é necessário que todos nós passamos por um processo de formação especializada no caminho da vida cristã,pois é necessário também lembrar que temos um compromisso em relação com Cristo,por isso Jesus nos deu essa ordem:”Amai-vos uns aos outros como eu vos amos.Ninguem tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos”.(Jo 15,12-13).Pois o amor é muito fundamental que Deus nos deu para que sejamos uma geração de uma vida nova,que se prepara para termos um momento de oração com o Senhor.Pois é preciso ensinar que todos nós passamos por momentos de grande estrutura em relação ao sentido da vida cristã.

Mas também precisamos lembrar do Sacramento da Reconciliação,que nos ajuda a perdoar os nossos pecados,quando todos nós pensamos nisso,é necessário que todos tenham essa reconciliação,como por exemplo o perdão da família,dos pais,dos filhos,principalmente áqueles que precisam de conversão.“Quem de vós estiver sem pecado,seja o primeiro a lhe a atirar uma pedra”.(Jo 8,7).O Estudo 96 da CNBB,nos coloca um ponto básico a respeito desse sacramento:

“A pessoa reconciliada capacita-se para estabelecer relações harmônicas e autênticas;tornando-se próxima dos outros,seus relacionamentos se efetivam a partir do reconhecimento da dignidade dos outros,da justiça e da paz”.(Estudo 96 da CNBB).

Então queridos irmãos e irmãs,nós sabemos que perdoar,se é perdoado,pois é dando que se recebe (Oração a São Francisco de Assis).Todos nós queremos levar em conta que o amor é muito fundamental,levamos também a obediência,para aqueles que não se iludirem dominado pelo mal,assim caríssimos irmãos e irmãs,encerro essa formação,pedindo a todos que se fortaleçam na missão de sermos obedientes na História da Salvação,que gera de fato um verdadeiro contexto de uma vida melhor,renovando sempre o nosso Batismo,que todos nós tenhamos a certeza de que todos nós passamos por uma missão acima de tudo,é preciso ser um grande portador da Boa Nova.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja Louvado!

Joseph Charles D´almada Batista

Membro da Fraternidade Pequena Via

Campos,8 de Junho de 2010.


Bento XVI,ensina o que é evangelizar

1 de junho de 2010

Fonte: Canção Nova

Todos os anos, na noite da Festa da Visitação de Maria a Isabel (31 de maio), os Jardins Vaticanos tornam-se cenário da tradicional procissão com a oração do Santo Rosário, que conclui o mês mariano no Vaticano.

O Papa indicou o exemplo de Maria, que vai ao encontro de sua prima Isabel, como modelo de evangelização.

“A caridade de Maria […] atinge o seu ápice no doar o próprio Jesus, no ‘fazê-lo encontrar’. Estamos assim no coração e cume da missão evangelizadora. É o significado mais verdadeiro e o objetivo mais genuíno de todo o caminho missionário: doar aos homens o Evangelho vivente e pessoal, que é o próprio Senhor Jesus”.

Acesse
.: Discurso de Bento XVI na conclusão do mês mariano no Vaticano

Nesse sentido, o Santo Padre disse que Jesus é o único tesouro que os crentes devem oferecer à humanidade.

“É d’Ele que os homens e mulheres de nosso tempo tem profunda nostalgia, também quando parecem ignorá-lo ou refutá-lo. É d’Ele que tem grande necessidade a sociedade em que vivemos, a Europa, o mundo inteiro”.

O Papa destacou que no episódio da Visitação é possível vislumbrar o “exemplo mais límpido e o significado mais verdadeiro do nosso caminho de crentes e do caminho da própria Igreja. A Igreja é, por sua natureza, missionária, é chamada a anunciar o Evangelho sempre e em toda parte, a transmitir a fé a todo o homem e mulher, em toda a cultura”.

Ele também disse que a existência humana e cristã está projetada para fora de si mesmo, está destinada a ir ao encontro dos outros. Nesse caminho, Jesus sempre coloca Maria como companhia de viagem. “Ela nos tranquiliza, porque nos recorda que com nós está sempre o seu Filho Jesus”, ensinou.

O Pontífice também ressaltou que Isabel é símbolo de todas as pessoas necessitadas de auxílio e amor. “E quantos assim estão também hoje em nossas famílias, nas nossas comunidades, nas nossas cidades! E Maria – que se definiu como ‘a serva do Senhor’ (Lc 1, 38) – fez-se serva dos homens. Mais precisamente, serve o Senhor que encontra nos irmãos”, exclamou.

Por fim, o Santo Padre disse que essa responsabilidade é confiada hoje a todo o cristão, convidando a vivê-la com alegria e compromisso, “para que a nossa seja verdadeiramente uma civilização em que reinem a verdade, a justiça, a liberdade e o amor, pilares fundamentais e insubstituíveis de uma verdadeira convivência ordena e pacífica”.