Surdos, cultura, sociedade e educação, que rumo tomar?

20 de julho de 2010

Surdos, cultura, sociedade e educação, que rumo tomar?

A expressão inclusão tão explicitada na sociedade hodierna e para um grupo de pessoas parece ser propriedade exclusiva da educação, é algo tão antigo quanto a civilização, pois somos seres que necessitamos do outro para nos relacionarmos e este desejo tem seu advento com o inicio com a vida.

O ser humano sempre está em busca de algo para dar sentido a sua existência, quer seja no âmbito que nos leve em direção ao sagrado, quer seja em direções que conduza-nos ao lúdico. As descobertas que fazemos nos possibilita criar e recriar dentro da sociedade, ao passo que construímos cultura, cultura esta que nos aponta o dessemelhante, o diferente, mas que vale a pena adentrar esse processo que chamamos inclusão, pois temos possibilidades criar e re-criar espaços que promovam o diálogo e ajude-nos no processo perceptivo, uma vez que o diferente pode contribuir na construção de uma sociedade melhor.Nossos tempos são de muitas mudanças nos costumes, no modo de pensar, no modo de ver o mundo e viver nele, na maneira de falar, de se vestir, de se alimentar, de se relacionar com os outros, etc. A esses comportamentos a gente chama de cultura. Pois bem, o modo de se definir e compreender a cultura, ou seja, a nossa cultura inclusiva, também mudou, e mudou muito nos últimos anos. Nos dias de hoje quando se fala em inclusão, se está falando de muitas maneiras de se entender quem é outro, ou melhor, quem é o diferente de nós, pois nossa cultura passa pelo crivo da fala e a dos deficientes auditivos “surdos” vem composta por sinais e símbolos que dá sentido a compreensão e as diferentes realidades do mundo. Posto ser um processo que requer cuidado e atenção, o mesmo deve buscar dialogar e compartilhar com os diversos seguimentos da sociedade inúmeros serviços tais como saúde, educação, trabalho e o bem comum como o acesso aos benefícios sociais e culturais.O termo deficiente auditivo é tão antigo quanto o homem e que no decorrer dos séculos o que variou foi a forma como cada civilização se comportou diante do ser diferente. A implicação parece-nos que não está simplesmente no termo deficiente auditivo ou na presença da pessoa surda na sociedade, mas na maneira em que se passa a observar que o mesmo não precisa ser incluído, ele está incluído apesar de toda discriminação do qual sempre foi vítima. É perceptível as diferenças que existem na sociedade, como a os sinais, a fala, enfim…, os diferentes tipos de linguagens que utilizamos para nos comunicar. Entende-se como integração, a possibilidade de que as pessoas com necessidades especiais devido a deficiência ou problemas em seu desenvolvimento viva e conviva com as demais pessoas de sua comunidade. Quando a causa é a surdez, a comunicação fica prejudicada, já que a audição e a fala são os canais por onde a sociedade passa as suas informações. E, a realidade mostra que a diferença causada pela surdez acaba levando a marginalização social.Numa sociedade onde as preocupações giram em torno do ter, do poder, do lucro, nem sempre o ser humano é valorizado como deveria, pois incluir o diferente em uma sociedade discriminadora e preconceituosa é um grande desafio, pois o deficiente auditivo assim rotulado passa a necessitar de auxílio dos membros desta sociedade que o rejeita para sua sobrevivência e desenvolvimento. Ou seja, passa a requerer de seus familiares, seus professores, seus amigos, alguém que os oriente como lidar com um ser tão excludente. A Igreja e a sociedade precisam comprometer-se com a proposta da inclusão, deve acreditar no potencial dessas pessoas, no seu desempenho para que os mesmos sintam-se protagonistas na construção de nossa sociedade.


Acenda Uma Luz- Os Anjos do Fogo

6 de julho de 2010

Acenda Uma Luz- Os Anjos do Fogo

OS ANJOS DO FOGO
Eles são chamados de Anjos do Fogo, Salvadores de Vidas, especialistas em incêndio e tantos outros nomes e títulos respeitosos. Mas é o nome Bombeiro que os identifica como profissionais dos incêndios e de outros tipos de acidentes.

A PROFISSÃO de bombeiro iniciou, oficialmente, no Brasil, em 2 de julho de 1856, quando o Imperador Dom Pedro II, assinou o Decreto Imperial número 1.775, que regulamentava o serviço de extinção do fogo. Até então, quando acontecia um incêndio, tocavam os sinos na igreja mais perto. Imediatamente, homens, mulheres e crianças formavam filas junto ao poço mais próximo para tirar a água e, de mão em mão, os baldes iam passando até chegar ao local do incêndio.

A PREOCUPAÇÃO dos povos para com os riscos dos incêndios é muito antiga. O Código de Hamurabi, criado no século 17 antes de Cristo, no Império Babilônico, continha uma série de normas a respeito de incêndios. Mas a organização de um grupo especializado em combater incêndios só veio a existir no ano de 564 antes de Cristo, na China. Em Roma, a primeira brigada de incêndio foi oficializada no ano 24 antes de Cristo. O primeiro Corpo de Bombeiros militar surgiu 30 anos depois, em Roma.

ALÉM de atenderem os incêndios, os bombeiros atuam no resgate de pessoas em acidentes, colisões de veículos, casos clínicos urgentes e em todas as circunstancias em que há riscos de vida. Hoje os bombeiros também coordenam cursos de treinamentos, promovem palestras sobre segurança, vistoriam prédios e instalações e ainda realizam buscas e salvamento de pessoas em florestas, rios, açudes e em outros casos em que é necessário agir com treinamento especial.

A PROFISSÃO de bombeiro é uma profissão de risco, embora sejam raros os casos de morte porque eles são treinados para agir em situações difíceis. É sem dúvida, uma das profissões que têm mais respeito e maior credibilidade de parte das populações. Por isso mesmo são chamados de “Anjos do Fogo” e Salvadores de Vidas.

HOJE, em algumas cidades, além do Corpo de Bombeiros oficial, há também bombeiros voluntários que se dispõem a treinar adolescentes e jovens com vistas a construir uma cultura preventiva e abrir oportunidades para futuros profissionais.

PEDIMOS a Santa Bárbara, padroeira dos bombeiros, que abençoe e proteja esses dedicados profissionais a serviço da vida! Parabéns a vocês, Anjos do Fogo! Obrigado a vocês Salvadores de Vidas!
+ Itamar Vian
Arcebispo Metropolitano
di.vianfs@ig.com.br

Dom Itamar Vian
Colunista