A efusão do Espírito Santo

31 de agosto de 2010

Por sua Páscoa, Jesus Cristo redimiu todo o gênero humano. Por Ele, todos os homens têm acesso à salvação. É fundamental, porém, que todos e cada homem – já salvos – assumam, explícita e pessoalmente, essa salvação. O mistério da salvação oferecido gratuitamente por Deusprecisa ser aceito livremente por cada um de nós, como opção pessoal, em uma atitude de obediência de fé. “ Para que se preste essa fé, exigem-se gravação prévia e adjuvante de Deus e os auxílios internos do Espírito Santo, que move o coração e converte-o a Deus, abre os olhos da mente e dá ‘a todos suavidade no consentir e crer na verdade’. A fim de tornar sempre mais profunda a compreensão da Revelação, o mesmo Espírito Santo aperfeiçoa continuamente a fé por meio de Seus dons” (Constituição Dogmática Dei Verbum, n. 5).

Ou seja, não se avança na percepção progressiva do mistério da salvação realizada por Jesus Cristo sem se deixar habitar em plenitude pelo Espírito Santo, sem experimentar continuamente de sua efusão admiravelmente manifestada, derramada, dada e comunicada em Pentecostes (cf. Catec; n. 731),mas prometida para estar conosco eternamente. “Tendo entrado uma vez por todas no santuário do céu, Jesus Cristo intercede sem cessar por nós como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo.” (Catec., n. 667).

O Espírito não cessa, pois, de levar continuamente as pessoas à experiência do Cristo vivo e ressuscitado, por meio de sua efusão. Crentes, descrentes, batizados só de nome, praticantes, santos e pecadores, são visitados por essa graça pascal (v. Catec., n.731), e dão um salto qualitativo na fé, que vai de um não conhecimento, de um conhecimento insuficiente, de um conhecimento estribado na cultura e na razão, apenas, a um conhecimento experiencial, que aguça a fé e sacia a sede e que envolve todo nosso ser e proporciona a todos uma progressiva tomada de consciência a respeito do real significado dos sacramentos da iniciação cristã, do que significa ser cristão, ser salvo, ser Igreja… E não precisamos ficar esperando que, aleatoriamente, uma hora aconteça conosco. Ou, se já aconteceu, achar que foi o suficiente. Jesus nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo, como vimos. Quem tiver sede, vá a Ele e beba (Jo 7, 37-39), mais e mais. Se o nosso pecado, se a nossa tibieza, se a nossa pequena fé nos esmorecem, enchamo-nos do Espírito (cf. Ef 5, 12)! Agora isso é possível. É possível oferecermos ao Espírito mais e mais espaço em nossa vida para que Ele a replene com sua plenitude. Ele, que já está em nós, pode manifestar-se, aqui e agora, segundo a Sua vontade e nossa abertura à Sua ação…

E até quando vamos ter necessidade da Efusão do Espírito? Até atingirmos a santidade!!! Isso mesmo, pois, “… se o batismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus mediante a inserção em Cristo e a habitação de seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial. Perguntar a um catecúmeno: ‘Queres receber o Batismo?’ significa ao mesmo tempo pedir-lhe: ‘Queres fazer-te santo?’ (Novo Millennio Ineunte, 31). Em março de 2002, falando aos membros de uma delegação da “Renovação no Espírito Santo”, na Itália, o papa João Paulo II afirmou: “A Igreja e o mundo têm necessidade de santos, e nós somos tanto mais santos quanto mais deixamos que o Espírito Santo nos configure com Cristo.” Eis o segredo da experiência regeneradora da ‘efusão do Espírito’, experiência típica que caracteriza o caminho de crescimento proposto pelos membros dos vossos Grupos e das vossas Comunidades” (L’Osservatore Romano, 30/03/2002).E mais recentemente – 23 de maio de 2004 -, aos convidar os Movimentos Apostólicos a participar da Vigília de Pentecostes, dava o motivo de seu convite: “…para invocar sobre nós e sobre toda a Igreja uma abundante efusão dos sons do Espírito Santo”…

Que tal manifestarmos a Deus, hoje – quem sabe pela primeira vez, ou, talvez, uma vez mais – a nossa sede e a nossa vontade de receber mais e mais da efusão do Espírito? Associemo-nos a Maria – “aquela que, embora já tendo experimentado a plenitude do Espírito na encarnação do Verbo (gratia plena), obedeceu à instrução do Filho e também colocou-se à espera do cumprimento da promessa do dom do Espírito”. “E todos ficaram cheios do Espírito…” (cf. At 2,4). Peçamos, com João Paulo II, a intercessão dela: “ Ó Virgem Santíssima, mãe de Cristo e da Igreja […] Tu que estivestes no Cenáculo com os apóstolos em oração, à espera da vinda do Espírito de Pentecostes, invoca a Sua renovada efusão sobre todos os fiéis leigos, homens e mulheres, para que correspondam plenamente à sua vocação e missão, como ramos da ‘verdadeira videira’, chamados a dar ‘muitos frutos’ para a vida do mundo” (Christifideles Laici, n. 64).

BESERRA DOS REIS, Reinaldo. Celebrando Pentecostes: fundamentação e novena. Editora RCC BRASIL. Porto Alegre-RS) Para adquirir este livro clique aqui.

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A Revelação de Deus

10 de agosto de 2010

“Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho único para que todo o que nele crer não pereça,mas tenha a vida eterna”. (Jo 3,16).

Nosso desejo mais profundo é encontrar o sentido da vida e ser felizes.Não apenas por um momento,mas sempre e plenamente.Desejamos a realização total de nós mesmos,nas pequenas e nas grandes coisas.Nosso coração é feito para a beleza e a felicidade,para amar e ser amado,para buscar a verdade e fazer o bem.Somos movidos pelo desejo e pelo anseio de realização na grande aventura da vida,na construção do nosso futuro,por meio de encontros e da amizade.

Ao mesmo tempo somos limitados.Nossa experiência de vida inclui erros,injustiças e várias formas de sofrimento.Contudo,o desejo do coração é o de infinito.Este sonho,descrito por grandes santos,místicos e artistas,corresponde ao nosso anseio por Deus:“Fizeste-nos para ti,Senhor,e o nosso coração está inquieto até que repouse em ti”,rezou Santo Agostinho (Confissões 1,1).

Este desejo de encontrar Deus e de busca do infinito manifesta-se,ao longo da história,de várias formas,particularmente por meio das diferentes religiões.Na verdade,são muitos caminhos para entrar em comunhão com o Mistério do Amor.Na sua busca,o homem e a mulher se deparam com o desconhecido,percebem sua limitação e o grande desafio de descobrir o rosto de Deus em sua transcendência e no rosto dos irmãos e irmãs,particularmente,dos pobres e dos sofredores (cf.Mt 25,35-36).

Texto extraído do Livro Sou Católico Vivo minha fé da CNBB

Quando estamos falando da revelvação de Deus para todos nós,vivemos uma experiência formal na nossa vida cristã.A partir daí,nós vivemos contemplando as graças de Deus sobre todo o momento de fé na nossa vida cristã,sendo assim,Deus tem revelado para nós os seus ensinamentos de vivermos na obediência da tua lei.“Nesse dia é revelada plenamente a Santíssima Trindade.A partir desse dia,o Reino anunciado por Cristo está aberto aos que crêem nele;na humildade da carne e na fé,eles participam já da comunhão da Santíssima Trindade.Por sua vinda-e ela não cessa-,o Espírito Santo faz o mundo entrar nos “últimos tempos”,o tempo da Igreja,o Reino já recebido em herança,mas ainda não consumado”.(CIC 732).

Temos que compreender que,toda a nossa vida,sendo revelada na Santíssima Trindade,proporciona a todos nós a vinda de Jesus,sobre todos nós,Jesus Ele que é Pai,Filho e Espírito Santo,por isso temos o mandato fiel de Jesus para “ir fazer discípulos todas as nações e batizá-las em Nome do Pai do Filho e do Espírito Santo”.(cf.Mt 28,19-20).

Afinal,temos que dar toda a nossa vida,entregando toda a nossa fé unida as pessoas que querem trazer paz para toda a humanidade.Portanto,”buscai o amor e aspirai aos dons do Espírito,principalmente à profecia”.(cf.1Cor 14,1).

Encerro essa reflexão,pedindo a todos que creiam na força da fé,creiam para que a Revelação de Deus seja de fato,um milagre para o nosso coração.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Deus abençõe a todos!!

Joseph Charles-Fraternidade Pequena Via,Campos,RJ


O Leigo e a evangelização

3 de agosto de 2010

Por Dom Raymundo Damasceno

No Brasil, já se tornou tradição na Igreja dedicar o mês de agosto ao tema vocacional e a última semana é reservada à reflexão sobre a vocação do leigo cristão e a sua missão. Em virtude do batismo que você recebeu, você participa da tríplice missão de Jesus Cristo: sacerdotal, profética, real. Você exerce o seu sacerdócio batismal ao fazer de sua vida em união com Cristo, um culto, um sacrifício espiritual agradável a Deus, oferecendo-lhe seus trabalhos, atividades, dores e alegrias cotidianas.

É uma maneira de prolongar a entrega de sua vida a Deus Pai em união com Cristo, feita na Celebração da Eucaristia, conforme as palavras de Santo Adalberto Hurtado, sacerdote jesuíta chileno: “minha vida é uma missa prolongada.”
A sua missão profética você a exerce quando colabora no anúncio da Palavra de Deus aos outros, seja ensinando, seja testemunhando esta palavra com sua vida. Finalmente, você realiza a missão real, quando você, com humildade e amor, coloca sua vida e seus dons recebidos de Deus a serviço do seu irmão, a serviço do bem comum.

O leigo cristão tem dupla cidadania: é cidadão da Igreja e do mundo. Como cidadão do mundo, seu campo específico de missão é o mundo, onde vive e atua. É o espaço da família, do trabalho, da economia, da política, da educação, da comunicação, da ecologia, etc, para transformar todas essas realidades temporais segundo o projeto de Deus.
O cristão, como cidadão da Igreja, tem direito a todos os meios de salvação, que Cristo deixou à Igreja, e também um compromisso com ela que exige dele colocar seus talentos, parte de seu tempo, inclusive, parte de seus recursos econômicos a serviço da missão evangelizadora.

Muitas vezes você não pode participar de algum trabalho pastoral na diocese ou na paróquia, mas pode colaborar contribuindo com a Igreja na realização de sua missão e aquele que sustenta a ação evangelizadora da Igreja participa dos méritos do trabalho evangelizador.


Surdos, cultura, sociedade e educação, que rumo tomar?

20 de julho de 2010

Surdos, cultura, sociedade e educação, que rumo tomar?

A expressão inclusão tão explicitada na sociedade hodierna e para um grupo de pessoas parece ser propriedade exclusiva da educação, é algo tão antigo quanto a civilização, pois somos seres que necessitamos do outro para nos relacionarmos e este desejo tem seu advento com o inicio com a vida.

O ser humano sempre está em busca de algo para dar sentido a sua existência, quer seja no âmbito que nos leve em direção ao sagrado, quer seja em direções que conduza-nos ao lúdico. As descobertas que fazemos nos possibilita criar e recriar dentro da sociedade, ao passo que construímos cultura, cultura esta que nos aponta o dessemelhante, o diferente, mas que vale a pena adentrar esse processo que chamamos inclusão, pois temos possibilidades criar e re-criar espaços que promovam o diálogo e ajude-nos no processo perceptivo, uma vez que o diferente pode contribuir na construção de uma sociedade melhor.Nossos tempos são de muitas mudanças nos costumes, no modo de pensar, no modo de ver o mundo e viver nele, na maneira de falar, de se vestir, de se alimentar, de se relacionar com os outros, etc. A esses comportamentos a gente chama de cultura. Pois bem, o modo de se definir e compreender a cultura, ou seja, a nossa cultura inclusiva, também mudou, e mudou muito nos últimos anos. Nos dias de hoje quando se fala em inclusão, se está falando de muitas maneiras de se entender quem é outro, ou melhor, quem é o diferente de nós, pois nossa cultura passa pelo crivo da fala e a dos deficientes auditivos “surdos” vem composta por sinais e símbolos que dá sentido a compreensão e as diferentes realidades do mundo. Posto ser um processo que requer cuidado e atenção, o mesmo deve buscar dialogar e compartilhar com os diversos seguimentos da sociedade inúmeros serviços tais como saúde, educação, trabalho e o bem comum como o acesso aos benefícios sociais e culturais.O termo deficiente auditivo é tão antigo quanto o homem e que no decorrer dos séculos o que variou foi a forma como cada civilização se comportou diante do ser diferente. A implicação parece-nos que não está simplesmente no termo deficiente auditivo ou na presença da pessoa surda na sociedade, mas na maneira em que se passa a observar que o mesmo não precisa ser incluído, ele está incluído apesar de toda discriminação do qual sempre foi vítima. É perceptível as diferenças que existem na sociedade, como a os sinais, a fala, enfim…, os diferentes tipos de linguagens que utilizamos para nos comunicar. Entende-se como integração, a possibilidade de que as pessoas com necessidades especiais devido a deficiência ou problemas em seu desenvolvimento viva e conviva com as demais pessoas de sua comunidade. Quando a causa é a surdez, a comunicação fica prejudicada, já que a audição e a fala são os canais por onde a sociedade passa as suas informações. E, a realidade mostra que a diferença causada pela surdez acaba levando a marginalização social.Numa sociedade onde as preocupações giram em torno do ter, do poder, do lucro, nem sempre o ser humano é valorizado como deveria, pois incluir o diferente em uma sociedade discriminadora e preconceituosa é um grande desafio, pois o deficiente auditivo assim rotulado passa a necessitar de auxílio dos membros desta sociedade que o rejeita para sua sobrevivência e desenvolvimento. Ou seja, passa a requerer de seus familiares, seus professores, seus amigos, alguém que os oriente como lidar com um ser tão excludente. A Igreja e a sociedade precisam comprometer-se com a proposta da inclusão, deve acreditar no potencial dessas pessoas, no seu desempenho para que os mesmos sintam-se protagonistas na construção de nossa sociedade.


Acenda Uma Luz- Os Anjos do Fogo

6 de julho de 2010

Acenda Uma Luz- Os Anjos do Fogo

OS ANJOS DO FOGO
Eles são chamados de Anjos do Fogo, Salvadores de Vidas, especialistas em incêndio e tantos outros nomes e títulos respeitosos. Mas é o nome Bombeiro que os identifica como profissionais dos incêndios e de outros tipos de acidentes.

A PROFISSÃO de bombeiro iniciou, oficialmente, no Brasil, em 2 de julho de 1856, quando o Imperador Dom Pedro II, assinou o Decreto Imperial número 1.775, que regulamentava o serviço de extinção do fogo. Até então, quando acontecia um incêndio, tocavam os sinos na igreja mais perto. Imediatamente, homens, mulheres e crianças formavam filas junto ao poço mais próximo para tirar a água e, de mão em mão, os baldes iam passando até chegar ao local do incêndio.

A PREOCUPAÇÃO dos povos para com os riscos dos incêndios é muito antiga. O Código de Hamurabi, criado no século 17 antes de Cristo, no Império Babilônico, continha uma série de normas a respeito de incêndios. Mas a organização de um grupo especializado em combater incêndios só veio a existir no ano de 564 antes de Cristo, na China. Em Roma, a primeira brigada de incêndio foi oficializada no ano 24 antes de Cristo. O primeiro Corpo de Bombeiros militar surgiu 30 anos depois, em Roma.

ALÉM de atenderem os incêndios, os bombeiros atuam no resgate de pessoas em acidentes, colisões de veículos, casos clínicos urgentes e em todas as circunstancias em que há riscos de vida. Hoje os bombeiros também coordenam cursos de treinamentos, promovem palestras sobre segurança, vistoriam prédios e instalações e ainda realizam buscas e salvamento de pessoas em florestas, rios, açudes e em outros casos em que é necessário agir com treinamento especial.

A PROFISSÃO de bombeiro é uma profissão de risco, embora sejam raros os casos de morte porque eles são treinados para agir em situações difíceis. É sem dúvida, uma das profissões que têm mais respeito e maior credibilidade de parte das populações. Por isso mesmo são chamados de “Anjos do Fogo” e Salvadores de Vidas.

HOJE, em algumas cidades, além do Corpo de Bombeiros oficial, há também bombeiros voluntários que se dispõem a treinar adolescentes e jovens com vistas a construir uma cultura preventiva e abrir oportunidades para futuros profissionais.

PEDIMOS a Santa Bárbara, padroeira dos bombeiros, que abençoe e proteja esses dedicados profissionais a serviço da vida! Parabéns a vocês, Anjos do Fogo! Obrigado a vocês Salvadores de Vidas!
+ Itamar Vian
Arcebispo Metropolitano
di.vianfs@ig.com.br

Dom Itamar Vian
Colunista

A importância da família

22 de junho de 2010

O relato de São João sobre as Bodas de Caná (cap. 2,1-11) mostra claramente como Jesus valoriza a família. Foi o Seu primeiro milagre, abençoando com Sua presença os noivos, que pretendiam iniciar uma nova família. Ele quis iniciar o anúncio do Reino em um casamento, mostrando que a família é importante para Ele.

A família é a base, o esteio, o sustento de uma sociedade mais justa. Ao longo da história da humanidade, assistimos à destruição de nações grandiosas por causa da dissolução dos costumes, a qual foi motivada pela desvalorização da família.

No nosso mundo de hoje, depois que ficou liberado o divórcio indiscriminadamente, a família ficou ameaçada em sua estrutura e é por isso que vemos, através dos meios de comunicação e até na comunidade em que vivemos, cenas terríveis. Filhos drogados matam ou mandam matar os pais, pais matam filhos por motivos fúteis, mães se desfazem de seus bebês, quando não cometem o crime hediondo do aborto quando a criança não tem como se defender. Há problemas seriíssimos. Quando os pais se separam alguma coisa se parte no íntimo dos filhos. Eles não sabem se é melhor ficar com o pai ou com a mãe. No fundo, eles gostariam de ficar com os dois. Em paz e harmonia, é claro.

O amor está sendo retirado do coração dos homens e das mulheres. E, em consequência disso, a família está perdendo a sua unidade e a sua dignidade. Isso acarreta a dissolução dos costumes. A família decai e a sociedade decai. Precisamos compreender e nos lembrar sempre de que Deus nos deu uma família a fim de que, num âmbito menor, nós pudéssemos aprender a amar todos os nossos semelhantes.

O desenvolvimento tecnológico tem seus pontos benéficos. Facilitou a vida das pessoas. Mas facilitou de tal modo que a humanidade ficou mal-acostumada. Só quer o que é fácil. Não se interessa pelo que exige esforço, luta. No entanto, o que conquistamos com esforço tem um sabor muito melhor. Parece que nos esquecemos disso.

Na passagem das Bodas de Caná, Jesus transformou a água em vinho, em bom vinho. Ele poderia ter tirado o vinho do nada, mas Ele quis a participação humana. Por isso, mandou que enchessem as talhas de água. Hoje também o Senhor quer que nós enchamos a “talha de nossa vida”, a nossa existência, de “água” que Ele transformará no melhor “vinho”.Que é que isso quer dizer? Quer dizer que precisamos colocar amor em nossa vida, em nossa família, para que Ele transforme esse amor humano em amor divino, o mesmo amor que une as pessoas da Santíssima Trindade e que é tão grande e tão repleto de felicidade, que extravasa, explode e quer ser espalhado entre nós. E é por meio dele que encontraremos a plenitude da felicidade.

Não é fácil cultivar o amor às vezes, é até difícil. Mas o difícil, quando conquistado tem um valor inestimável. Temos prova disso. Em uma competição esportiva, por exemplo, o vencedor fica mais satisfeito quando enfrenta adversários mais difíceis.Viver em família, viver em união dentro da família não é fácil. Mas fácil não é sinônimo de bom. Talvez seja até o contrário.A família precisa de amor para ser bem estruturada. A sociedade precisa das famílias para realizar a justiça e a paz porque a sociedade é uma família amplificada.Falta o “vinho” para as nossas famílias. Esse “vinho” é o amor. É preciso que cada membro da família se esforce. Que os pais assumam verdadeiramente o seu papel. Apesar de ser bem árdua a tarefa dos genitores no mundo de hoje, não se pode desanimar. É necessária e urgente a ação paterna. O jovem é, por natureza, rebelde, quer ser independente. Desperta para o mundo e seus problemas e questiona tudo. Mas os pais precisam participar de sua vida, de uma maneira ou de outra, porque, mesmo errando algumas vezes, ainda assim, estes [os pais] têm capacidade de orientar e ajudar os filhos. Não podemos deixar tudo por conta dos companheiros, da escola, da sociedade ou de sua própria solidão.

Os pais devem fazer o acompanhamento dos filhos, procurar saber o que está acontecendo com eles, tentar ajudá-los de várias maneiras: com orientações, com atitudes exemplares, com o diálogo, com orações. Sempre. Tanto em casa, como na escola, na vida religiosa e social, nos namoros, entre outros.Muitas vezes, os pais se sentem impotentes. Muitas vezes, achamos que já fizemos tudo e que nada conseguimos. Entretanto, esforçando-nos ao máximo, dando o melhor de nós por uma família mais feliz, estaremos enchendo de “água” a nossa “talha”. E a Santíssima Virgem Maria já estará falando com o Filho: “Eles não têm vinho”. E Jesus virá nos transformar, transformar a nossa “água” em “bom vinho”, transformar a nossa dificuldade em vitória.

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG)


A missão continua…

4 de maio de 2010

“No mais,meus irmãos,alegrai-vos no Senhor.Tornar a escrever-vos as mesmas recomendações,a mim por certo não me é penoso,e a vós vos é conveniente”.(Fl 3,1).

Caríssimos irmãos e irmãs,é com grande satisfação de poder criar esse blog de Formação Católica,que agora temos o objetivo de poder transformar a nossa formação cristã,para o ínicio de uma longa jornada pela vida.“Quando ouviram que lhes falava em língua hebraica,escutaram-no com a maior atenção”.(At 22,2).É importante a gente partilhar e refletir sobre a nossa missão,quando temos a disposição de poder transmitir essa mensagem de formação católica,onde queremos apontar diversos assuntos em relação ao que a Igreja prepara para todos aqueles que se preparam para se aprofundar mais no caminho da santidade,é preciso que todos nós tenhamos uma missão dígna de poder colocar em nossas únicas participações numa formação pastoral que no qual,é necessário que todos participamos da nossa responsabilidade de uma vida melhor para todos aqueles que precisam ouvir a palavra do Senhor.

“Nas corridas de um estádio,todos correm,mas sabeis que um só recebe o prêmio.Correi,pois,de tal maneira que o consigais”.(1 Cor 9,24).

É preciso ganhar e poupar tempo para podermos ganhar o prêmio da vida eterna de Jesus,quando porém precisamos destacar um momento de vida,quando queremos ganhar esse prêmio que Deus tem reservado para nós.É necessário que todos participemos de uma vida eterna elevando as nossas vidas,para um momento de partilha,que de fato possam mostrar o verdadeiro ato do amor que temos em nossa vida.“Por força desta catolicidade,cada parte contribui com os seus dons peculiares para as demais e para toda a Igreja,de modo que o todo e cada parte crescem por comunicação mútua e pelo esforço comum em ordem a alcançar a plenitude na unidade”.(Lumen Gentium,n.13).

É necessário ganhar tempo para que a nossa missão seja de fato uma missão plena nos valores resgatados pela Igreja,por isso,precisamos participar efetivamente na missão da nossa Igreja,por isso queremos apresentar a todos o objetivo desse blog que vai transformar a vida de cada pessoa em nossas vidas.

“A Igreja,pela evangelização,”procura converter ao mesmo tempo a consciência pessoal e coletiva dos homens a atividade em que eles se aplicam,e a vida e o meio concreto que lhes são próprios”.(EN,n.18).A Igreja desafia “atingir e como modificar pela força do Evangelho os critérios de interesse,as linhas de pensamento,as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade,que se apresentam em contrastres com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação”.(EN,n.19).” (Doc.80 da CNBB,p.27).

O nosso interesse da nossa missão é preparar a Igreja para seguir os passos da evangelização e ser desafiada para contribuir com o valor da existência,no qual podemos atrair milhares de pessoas para poderem transformar uma vida pessoal na vida dos cristãos,uma referência desafiadora na Igreja,portanto,sejamos adeptos a esse exemplo de vida para todos.“Eu vim para que todos tenham vida e a tenham a vida permanente”.(cf.Jo 10,10).Com essa afirmação de Jesus,nos traz um grande sentido de uma vida em abundância em nossos caminhos em nossa contribuição de ajudar a Igreja Católica a crescer juntamente na formação humana e pastoral.Por isso “Convém que eu diminua e que Cristo creça”(cf.Jo 3,30).

Pois bem caríssimos irmãos e irmãs,sabemos que a nossa missão é permanente,possamos então mostrar que a eficácia a evangelização possamos trazer a partir desse contexto,a permanente formação da nossa comunidade.É essa a geração que devemos cumprir para que todos nós possamos revelar a vida de Jesus para aqueles que o conhece como o “Caminho,a Verdade e a Vida”.(cf.Jo 14,6).Assim termino esse artigo,para mostrar a todos que,o exemplo de vida na Igreja Católica possa valorizar uma vida constante numa missão que devemos constituir a missão de evangelizar o próximo.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Deus abençôe!

Joseph Charles D´almada Batista

Membro da Pastoral da Acolhida e da Fraternidade Pequena Via,Paróquia do Sagrado Coração de Jesus,Campos,RJ