A Revelação de Deus

10 de agosto de 2010

“Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho único para que todo o que nele crer não pereça,mas tenha a vida eterna”. (Jo 3,16).

Nosso desejo mais profundo é encontrar o sentido da vida e ser felizes.Não apenas por um momento,mas sempre e plenamente.Desejamos a realização total de nós mesmos,nas pequenas e nas grandes coisas.Nosso coração é feito para a beleza e a felicidade,para amar e ser amado,para buscar a verdade e fazer o bem.Somos movidos pelo desejo e pelo anseio de realização na grande aventura da vida,na construção do nosso futuro,por meio de encontros e da amizade.

Ao mesmo tempo somos limitados.Nossa experiência de vida inclui erros,injustiças e várias formas de sofrimento.Contudo,o desejo do coração é o de infinito.Este sonho,descrito por grandes santos,místicos e artistas,corresponde ao nosso anseio por Deus:“Fizeste-nos para ti,Senhor,e o nosso coração está inquieto até que repouse em ti”,rezou Santo Agostinho (Confissões 1,1).

Este desejo de encontrar Deus e de busca do infinito manifesta-se,ao longo da história,de várias formas,particularmente por meio das diferentes religiões.Na verdade,são muitos caminhos para entrar em comunhão com o Mistério do Amor.Na sua busca,o homem e a mulher se deparam com o desconhecido,percebem sua limitação e o grande desafio de descobrir o rosto de Deus em sua transcendência e no rosto dos irmãos e irmãs,particularmente,dos pobres e dos sofredores (cf.Mt 25,35-36).

Texto extraído do Livro Sou Católico Vivo minha fé da CNBB

Quando estamos falando da revelvação de Deus para todos nós,vivemos uma experiência formal na nossa vida cristã.A partir daí,nós vivemos contemplando as graças de Deus sobre todo o momento de fé na nossa vida cristã,sendo assim,Deus tem revelado para nós os seus ensinamentos de vivermos na obediência da tua lei.“Nesse dia é revelada plenamente a Santíssima Trindade.A partir desse dia,o Reino anunciado por Cristo está aberto aos que crêem nele;na humildade da carne e na fé,eles participam já da comunhão da Santíssima Trindade.Por sua vinda-e ela não cessa-,o Espírito Santo faz o mundo entrar nos “últimos tempos”,o tempo da Igreja,o Reino já recebido em herança,mas ainda não consumado”.(CIC 732).

Temos que compreender que,toda a nossa vida,sendo revelada na Santíssima Trindade,proporciona a todos nós a vinda de Jesus,sobre todos nós,Jesus Ele que é Pai,Filho e Espírito Santo,por isso temos o mandato fiel de Jesus para “ir fazer discípulos todas as nações e batizá-las em Nome do Pai do Filho e do Espírito Santo”.(cf.Mt 28,19-20).

Afinal,temos que dar toda a nossa vida,entregando toda a nossa fé unida as pessoas que querem trazer paz para toda a humanidade.Portanto,”buscai o amor e aspirai aos dons do Espírito,principalmente à profecia”.(cf.1Cor 14,1).

Encerro essa reflexão,pedindo a todos que creiam na força da fé,creiam para que a Revelação de Deus seja de fato,um milagre para o nosso coração.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Deus abençõe a todos!!

Joseph Charles-Fraternidade Pequena Via,Campos,RJ


O Leigo e a evangelização

3 de agosto de 2010

Por Dom Raymundo Damasceno

No Brasil, já se tornou tradição na Igreja dedicar o mês de agosto ao tema vocacional e a última semana é reservada à reflexão sobre a vocação do leigo cristão e a sua missão. Em virtude do batismo que você recebeu, você participa da tríplice missão de Jesus Cristo: sacerdotal, profética, real. Você exerce o seu sacerdócio batismal ao fazer de sua vida em união com Cristo, um culto, um sacrifício espiritual agradável a Deus, oferecendo-lhe seus trabalhos, atividades, dores e alegrias cotidianas.

É uma maneira de prolongar a entrega de sua vida a Deus Pai em união com Cristo, feita na Celebração da Eucaristia, conforme as palavras de Santo Adalberto Hurtado, sacerdote jesuíta chileno: “minha vida é uma missa prolongada.”
A sua missão profética você a exerce quando colabora no anúncio da Palavra de Deus aos outros, seja ensinando, seja testemunhando esta palavra com sua vida. Finalmente, você realiza a missão real, quando você, com humildade e amor, coloca sua vida e seus dons recebidos de Deus a serviço do seu irmão, a serviço do bem comum.

O leigo cristão tem dupla cidadania: é cidadão da Igreja e do mundo. Como cidadão do mundo, seu campo específico de missão é o mundo, onde vive e atua. É o espaço da família, do trabalho, da economia, da política, da educação, da comunicação, da ecologia, etc, para transformar todas essas realidades temporais segundo o projeto de Deus.
O cristão, como cidadão da Igreja, tem direito a todos os meios de salvação, que Cristo deixou à Igreja, e também um compromisso com ela que exige dele colocar seus talentos, parte de seu tempo, inclusive, parte de seus recursos econômicos a serviço da missão evangelizadora.

Muitas vezes você não pode participar de algum trabalho pastoral na diocese ou na paróquia, mas pode colaborar contribuindo com a Igreja na realização de sua missão e aquele que sustenta a ação evangelizadora da Igreja participa dos méritos do trabalho evangelizador.